Língua franca que serve como ponte entre as diversas culturas e raças inteligentes do mundo. Sua estrutura é simples e flexível, permitindo que diferentes povos a dominem com relativa facilidade.
Embora careça da riqueza poética do Élfico ou da precisão técnica do Anão, o Comum se destaca por sua adaptabilidade. É o idioma das feiras, das tavernas, das negociações entre mercadores e das alianças forjadas em tempos de guerra. Em muitos lugares, é também a primeira língua ensinada aos viajantes, pois conhecer o Comum significa ter voz e ouvido no vasto palco do mundo civilizado.
Língua ancestral, tão antiga quanto o próprio Élfico, marcada por sons firmes e guturais que ecoam como marteladas em pedra. É falada principalmente entre o povo anão, sendo utilizada tanto em suas interações cotidianas quanto em cânticos solenes que celebram feitos heroicos e linhagens antigas.
Seu vocabulário é preciso e rico em termos técnicos ligados à metalurgia, mineração e arquitetura, refletindo a herança cultural e o ofício de seus falantes. Para os anões, cada palavra carrega o peso da tradição, e falar sua língua é, de certo modo, reforçar o elo com a própria história de seu povo.
Língua bruta e direta, falada pelos orques e por criaturas de força e selvageria semelhantes, como trolls e ogros. Para ouvidos humanos, soa mais como uma sequência de grunhidos, rugidos e estalos guturais do que como fala estruturada. Sua simplicidade é quase absoluta: frases curtas, vocabulário limitado e ausência de construções complexas.
Contudo, é eficiente para o que se propõe — transmitir ordens rápidas no calor da batalha, ameaças intimidadoras e cânticos tribais que ressoam como trovões nos campos de guerra.
Língua áspera e veloz, falada pelos goblins e por todas as criaturas de sua estirpe, como hobgoblins e os brutais bichursos. Embora primitiva na estrutura — carente de sujeito e de qualquer flexão verbal —, o Goblinoide é surpreendentemente mais elaborado em vocabulário e entonação do que a rude língua orque.
Seu som é inconfundível: um emaranhado de chiados agudos, choramingos e pequenos gritos entrecortados, formando palavras extremamente curtas. Costuma ser falada em um ritmo frenético, como se cada frase fosse um ataque rápido, pronto para atingir antes que o ouvinte possa reagir.
Antiga e sibilante, esta é a língua do povo serpente, dos homens-lagarto, dos kobolds e das serpentes ancestrais. Há quem afirme que, por sua natureza primal, o Reptiliano permite a comunicação com qualquer criatura réptil, desde lagartos das areias até os dragões mais altivos.
Sua fonética é marcada por chiados prolongados e sussurros cadenciados. A escrita, por sua vez, é composta por símbolos curvos e ornamentados, evocando a sinuosidade do corpo de uma serpente em movimento.
Língua de cadência melodiosa e estrutura impecavelmente formal, falada entre os povos élficos e transmitida através de eras quase imemoriais. Cada frase, cuidadosamente entoada, assemelha-se a poesia, capaz de encantar ou seduzir mesmo os corações mais cautelosos. Para mortais de mente fraca, suas palavras podem soar como um feitiço, guiando emoções e vontades como se fossem folhas ao vento.